Braga escuta Maria Rueff com Maestro A. Vitorino de Almeida

O maestro António Victorino d’Almeida, a atriz Maria Rueff e o actor Miguel Guilherme dão ritmo e timbre especiais ao quarto encontro “Fé & Arte”, que decorre a 30 de abril, em Braga, dedicado ao tema “Para além da beleza”.

O projecto continuar a ser uma “oportunidade de formação estética e teológica, bem como um terreno estimulante, que proporcione o encontro fecundo entre interessados em criação artística e pensamento teológico», explica o Centro Académico de Braga.

A IV edição «deseja explorar outros sentidos e papéis da arte que não só o fruir do belo, mas o de denúncia», a desinstalação, «a crítica, o feio»: «A fé cristã na encarnação do “Logos e as várias expressões da criação artística poderão encontrar aqui um lugar comum, eclesial e culturalmente relevante», acrescenta o texto de apresentação.

O encontro organizado pelo Centro Académico de Braga e Seminário Conciliar, que decorre na Faculdade de Filosofia, inicia-se às 9h30 com a conferência “La belleza terrible de Dios“, proferida pelo filósofo espanhol Amador Vega.

Amador Vega (Barcelona, 1958) é doutor em filosofía pela Albert-Ludwigs-Universität de Friburgo en Brisgovia (Alemanha) e catedrático de estética na Universitat Pompeu Fabra. Dedica-se ao estudo da mística ocidental e suas relações com a estética.

Pelas 11h00 reúne-se o primeiro “Círculo de Artistas”, com as participações da artista plástica Bárbara Fonte, do escritor João Felgar, do compositor António Victorino d’Almeida e da jornalista Graça Franco.

Bárbara Fonte, licenciada em Belas Artes – Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, pós-graduada em Teoria e Prática do Desenho e aluna do Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão pela mesma faculdade. É actualmente professora de Artes Visuais no Curso de Design e Artes Visuais da Universidade Católica, na cidade de Braga.

Juiz durante quase duas décadas, João Felgar decidiu “parar para escrever”. Nasceu em Moçambique em 1970, mas não se lembra de nada, excepto de uma casa em frente à praia, e do pai a voltar da caça. Faz o ensino primário numa aldeia perto de Viseu, com uma professora das antigas, chamada Cremilde. Hoje, está convencido que metade daquilo que somos vem da genética e de factores ambientais, e que a outra metade se deve à professora primária que se tem.
Fez o curso de Direito em Lisboa, sem grande empenho nem gosto, e em 1997 tomou posse como juiz na sua primeira comarca. Era o mais novo do tribunal, ao ponto de uma testemunha, uma senhora já de idade, chamada Lucinda, ter passado um julgamento inteiro a tratá-lo por “meu rico menino”. Todos os anos muda de lugar, e adquire o estranho hábito de nunca voltar aos sítios onde viveu. Excepto Lisboa, que não consegue passar muito tempo sem ver.
Como observador eleitoral, tem a oportunidade de andar pela África, Asia e Médio Oriente, em lugares onde não se vai para fazer turismo. Em 2008 vai para Timor-Leste como juiz internacional, e fica por lá quatro anos. Não fossem outras razões, e teria lá ficado a vida inteira. Hoje vive no norte de França, debaixo de uma frente fria que começa em setembro e termina em fins de maio, onde se dedica exclusivamente à escrita.
Terra de Milagres” (Clube do Autor) é o nome do seu primeiro romance. Tem publicados os seguintes contos: Manhã de Júbilo (colectânea A Fazer de Contos, Almedina), Da Rainha Sempre Gostei (Revista Correntes d’Escritas, 2016).

António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida é uma das figuras mais populares, na televisão portuguesa. Nascido em Lisboa a 21 de Maio de 1940, Victorino d’Almeida foi profundamente marcado pelas referências culturais que o ambiente familiar lhe proporcionou.

Victorino d’Ameida frequentou o liceu em simultaneidade com o Curso Superior de Piano no Conservatónio Nacional de Lisboa.Campos Coelho terá sido o professor de música que mais o influenciou. Concluiu o curso com 19 valores e obteve uma bolsa de estudo do Instituto de Alta Cultura para estudar composição em Viena de Áustria, na Academia de Música. Foi aluno do professor austríaco Karl Schiske, e concluiu esta post-graduação com a mais alta classificação dada por aquela escola: a distinção por unanimidade do júri e consequente prémio especial do Ministério da Cultura da Áustria. Fixou residência em Viena, onde viveu durante duas décadas, sem contudo deixar de fazer visitas regulares ao seu país. Durante sete anos (1974-1981), foi adido cultural da Embaixada Portuguesa em Viena, cargo que lhe valeu uma condecoração atribuída pelo Presidente da República da Áustria.

A sua carreira como concertista entrou algumas vezes em conflito com a actividade de composição e ambas sofrem da dispersão por áreas aparentemente tão distintas como o cinema, a televisão, a escrita e a rádio. A sua obra é muito vasta e abrange os mais variados géneros musicais, desde a ópera, à musica sinfónica, de câmara, à música para cinema, teatro e fado.

No segundo “Círculo de Artistas”, convocado para as 15h00, intervêm a atriz Maria Rueff, o ator Miguel Guilherme e a jornalista Ana Sousa Dias.

Actriz de referência na sua geração, celebrizada pela interpretação de papéis cómicos, Maria Rueff esteve prestes ingressar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, antes de enveredar pela carreira da representação. Diplomou-se no curso de Formação de Actores, na Escola Superior de Teatro e Cinema, e estreou-se como profissional numa peça de Francisco Ors, Quem muda a fralda à menina?, sob a direção de Armando Cortez, no Teatro Villaret, em 1991.  A partir de Herman Zap, em 1996, inicia com Herman José uma longa colaboração, que a leva a integrar o elenco de Herman Enciclopédia (1997), Herman 98 (1998), Herman 99 (1999), HermanSIC (2000) e Hora H (2007).

Ao longo dessa década criou figuras bastante conhecidas do grande público, tais como Zé Manel Taxista, Rosete ou Idália, a esposa de Nelo na rubrica Nelo e Idália, que fazia como próprio Herman.

Em 2006 participou pela primeira vez numa novela, onde (surpreendentemente) interpretou um papel dramático, a médica Vitória. Na rádio assinou e interpreta, desde 2003, Os Cromos da Bola, transmitida na TSF. Foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem do Mérito pelo Presidente da República Jorge Sampaio, a 8 de Março de 1999.

Miguel Guilherme estudou Antropologia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tendo deixado o curso em prol do teatro, iniciou a sua carreira no Teatro da Comuna, destacando-se na peça O Dragão, de Eugène Schwartz, com João Mota. Nos anos seguintes trabalhou com João Lourenço, no Teatro Aberto, e Mário Feliciano, no Teatro São Luiz. Em 1987 inicia uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia, sob a direcção de Luís Miguel Cintra.
Como encenador estreou-se em Perversões, de David Mamet, ao lado de José Pedro Gomes, para o Clube Estefânia.
Na televisão participou em telefilmes de Paulo Rocha, Luís Filipe Costa e Edgar Pêra, trabalhou com Herman José em Humor de Perdição (1987), Herman Enciclopédia (1997) e Herman 98 (1998) e Herman 99 (1999); integrou o elenco de séries como Conta-me como Foi (RTP – 2007, 2008 e 2009), Bocage[3] de Fernando Vendrell, que protagonizou (RTP – 2006), Fura Vidas (SIC – 1999) ou Sai da Minha Vida (SIC – 1996).
No cinema salienta, como um dos seus primeiros trabalhos, o filme Filha da Mãe, de João Canijo, em 1990. No mesmo ano trabalhou com Manoel de Oliveira em Non ou a Vã Glória de Mandar, realizador que também o dirigiu em A Divina Comédia, que protagonizou (1991), Vale Abraão (1993), A Caixa (1994), Palavra e Utopia (2000) e O Quinto Império (2004).
Na rádio co-apresentou, com Nuno Artur Silva, o programa História Devida na Antena 1/RDP, baseado num modelo criado por Paul Auster, nos EUA.

A conferência conclusiva, “Arte de saída da Arte”, pelo filósofo e curador Paulo Pires do Vale, está prevista para as 16h45, e às 18h00 realiza-se a visita à Capela Imaculada, que realça o tema “Fé e Arte: na beleza”.

Paulo Pires do Vale, nasceu em Bragança em 1973. Licenciado e Mestre em Filosofia pela faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, onde prepara tese de Doutoramento: A condição histórica da identidade pessoal em Paul Ricoeur. Leccionou na Universidade dos Açores e na Universidade Lusófona. Lecciona desde 1999 na Universidade católica Portuguesa (Cristianismo e Cultura) e na Escola Superior de Educadores de Infância – Maria Ulrich. Rueff.MariaMiguelGuilherme

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