Confiança: tanta treta e milhões de euros para nada

A reconversão da Confiança num centro cultural foi sugerida pela primeira vez por Rui Prata, director dos Encontros de Imagem, há 16 anos.

Seguiu-se o Presidente da Junta de S. Victor, Firmino Marques: num debate (cf. Diário do Minho, 12.07.2003) promovido pelo “Projecto Braga Tempo” sugeriu preservação da Confiança, de forma a ocupá-la com Instituições e actividades Culturais e Sociais da cidade e da Universidade do Minho, através da “compra ou expropriação do imóvel”.

Em 4 de Outubro de 2009, uma petição desafiava todos os candidatos às autárquicas, a assegurarem a preservação da Confiança (cf. Público, 04.10.2009). Esta petição era subscrita por Sande Lemos, Barreto Nunes, Armando Malheiro da Silva, Luís Tarroso Gomes, mais 1051 pessoas.

A 5 de Novembro de 2011, o líder da Coligação Junto por Braga, Ricardo Rio, visita a Fábrica Confiança, com vereadores e autarcas na Assembleia Municipal, o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, o deputado social-democrata, Hugo Soares e o Professor Miguel Bandeira e o Presidente da JovemCoop, Ricardo Silva.

Ricardo Rio anuncia que já foram iniciadas conversações entre a Câmara Municipal de Braga e os actuais proprietários, no sentido de o município adquirir o espaço, depois de uma proposta que recebeu nesse sentido.

O presidente da Junta de S. Victor sublinha que “estamos perante uma oportunidade única e histórica de Braga responder ao repto das cidades criativas”, acrescentando que “o potencial de desenvolvimento futuro de toda esta zona deve ser devidamente aproveitado, estando aqui todo um manancial histórico e cultural que deve servir a cidade” (cf http://bracara2009.blogspot.pt/2011/11/reabilitacao-da-fabrica-confianca.html e http://bracara2009.blogspot.pt/2011/11/o-fado-da-desconfianca.html)

A 24 de Novembro de 2011 a Câmara de Braga aprova por unanimidade a compra da antiga fábrica Confiança por 3,5 milhões de euros.

O vereador e líder da oposição, Ricardo Rio, que conduziu as negociações de aquisição da ‘Confiança’, com o vice-presidente da autarquia, afirmou não ter «explicação» para a diferença de valores.

Na Asssembleia Municipal de Braga, em 22.12.2011, Firmino Marques, oito anos depois, apresenta uma declaração de voto, onde invoca “a alteração de posicionamento da C.M. de Braga não assumindo na oportunidade a aquisição directa aos antigos proprietários, fazendo-o posteriormente sem uma explicação razoável e plausível e com maior esforço financeiro” para se abster por uma “questão de Ética e responsabilidade histórica.”

A 10 de Abril de 2012, um Júri constituído pelo vice-presidente da Câmara, pelos vereadores Ricardo Rio e Hugo Pires, entre outros, selecciona quarto de 77 projectos para aproveitar o edifício da Confiança.

Cumpria-se “uma das condições impostas pelos Vereadores da Coligação “Juntos por Braga” para a aquisição da antiga Fábrica Confiança.” (cf. http://bracara2009.blogspot.pt/2011/11/mais-ideias-para-confianca-venham-elas.html).

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Sendo assim, por que é que alguns, agora, saltam fora?

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