Ideias com amanhã

Jornalistas: conselhos de sobrevivência

1. Open your mind = Abre a tua mente. É tempo de acabar com ideias feitas, e abrir o coração e a inteligência para as múltiplas possibilidades dos novos media, sem medo mas com vontade de triunfar.

2. Aprende o “calão” da Net. Não sabes o que é um RSS? Precisas de sentir que és um aluno de uma lingual estrangeira. Para perceberes (comunicares) o que os outros falam.

3. Procura todos os dias. Vai a sites como Knight Digital Media Center, European Journalism Centre, Center for Innovation in College Media, College Media Advisers e outras plataformas que oferecem treino para jornalistas e estudantes.

4. Treina-te. Se pensas que não tens dinheiro ou tempo para investir no treino — navegar na NET, ler livros. Treina-te, fazendo perguntas ao teu computador, no http://www.google.com, para teres respostas sábias.

5. Investe em equipamento. Se queres ser um jornalista ou comunicador de primeira tens de possuir armas, a começar por um equipamento de gravação em várias plataformas. Todo o jornalista deve ter um gravador digital áudio, uma câmara digital de fotografia e até uma Câmara de vídeo.

6. Liga-te. É um acto de sobrevivência a presença dos jornalistas em muitos sites como LinkedIn, myspace, facebook, Wired Journalists, Twitter. Podes começar por alimentar um blogue pessoal

7. Coloca-te fora lá dentro. Para além da tua sala de redacção faz o teu trabalho de comunicador, colocando os teus trabalhos ou vídeos ou sons no teu blogue ou YouTube, ou flickr. Um possível emprego melhor pode ser detectado pelo motor Google.

8. Existes? — então cria. Se não tens uma página de Internet (Website) ou blogue, é hora de criares um.
Coloca aí as tuas fotos (depois de comprares a máquina!), os teus vídeos , as tuas histórias, as tuas opiniões. Mostra-te e mostra o que vales.

9. Olhos e ouvidos abertos. Com novo equipamento, software, aplicativos em vertiginosa evolução, as possibilidades melhoram a cada dia. Tens de estar de olhos e ouvidos abertos se queres sobreviver. Dá um salto de vez em quando ao Center for Innovation in College Media, Wired Journalists, Mindy McAdams, MediaStorm, Ryan Sholin, Multimedia Shooter, Rob Curley.

10. Nunca desesperes. Sim. Jornais e outros meios morreram mas não te pagam para fechares as tuas mãos. O jornalismo não está a morrer mas a mudar.

Lembra-te, todos os dias, que “Newspaper is news, not paper” (Rob Curley).

VAMOS LÁ VER O QUE ESTÁ ESCRITO

https://estatuadesal.com/2016/05/20/sancoes-e-dalilas/

PARA LER E RELER…

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/os-contratos-de-associacao-o-presidente-o-cardeal-e-ja-agora-o-papa-1732236?frm=opi

NOTÍCIAS

SOBRE

PERGUNTAS

 

Ainda não tinha aqui partilhado a crónica que escrevi para o n.º 1 da Revista Rua sobre Liberdade de Imprensa. Mas depois de termos visto que apenas a RUM – Rádio Universitária do Minho fez a cobertura do 1º debate sobre o tema do momento – o S. Geraldo -, vale a pena questionarmos o que está a acontecer à nossa imprensa. Se a Câmara não tivesse faltado ao debate, teríamos tido mais jornalistas lá?
“NOTÍCIAS SOBRE PERGUNTAS
“A fragilidade da imprensa regional é algo que nos deveria preocupar seriamente. Se olharmos para a última década, foram vários os títulos existentes no Norte do País que desapareceram. Ao mesmo tempo, os jornais nacionais extinguiram ou reduziram substancialmente os correspondentes locais. Ora, um jornalista mais próximo da realidade tende a dar notícias do que é normal ou corriqueiro, ao passo que um jornalista distante vai olhar apenas para o que foge ao padrão ou somente para o que é bizarro. Infelizmente, hoje tenho à minha disposição menos notícias correntes sobre Braga, Guimarães, Porto, Vila Real ou Viana do que as que podia ler há 15 anos atrás. Ao mesmo tempo, nos jornais locais mas também nos nacionais tenho que ler cada vez mais comunicados de imprensa e menos notícias que respondem àqueles requisitos básicos que aprendemos na escola.
“Em Braga, a criação pela Câmara de um Media Center no Parque de Exposições – onde a preços muito simbólicos se podem instalar órgãos da comunicação social – surgiu como uma medida de apoio à imprensa local. Não se pode dizer que a ideia seja má. E é preciso ver o contexto local: durante anos os jornalistas foram muito pressionados pelo poder e alguns títulos mais audazes – como o semanário Minho ou o académico UMJornal – foram subitamente extintos. Será que agora estes inquilinos do Media Center manterão a independência ao escreverem notícias sobre o seu senhorio (que até só lhes cobra uma renda simbólica)? É uma cortesia que pode ser mal interpretada de ambos os lados. Soma-se isto à simpatia das avenças mensais ou anuais de publicidade que a Câmara paga. Estamos a apoiar a imprensa regional com estas medidas ou a fragilizá-la?
“Falta também que os jornalistas façam perguntas e não se fiquem pelo copy-paste do mundo perfeito dos press-releases. E questionar nem sequer tem de ser uma missão reservada aos jornalistas mais experientes. Há uns anos atrás, um evento periódico aqui no Minho comunicava o número dos participantes, sendo que estes aumentavam substancialmente a cada edição que passava. Todos os jornais reproduziam essa informação fielmente e as notícias publicadas serviam para os organizadores fazerem prova da veracidade dos números! Entre tantos profissionais, só um projeto jornalístico universitário – o ComUM – se deu ao trabalho de contar a lotação da sala e multiplicar pelo número de eventos. Certamente a quererem pôr em prática os conhecimentos teóricos, os estudantes da UM resolveram de seguida entrevistar os organizadores e confrontá-los com a impossibilidade dos números que anunciavam serem verdadeiros.
“Às vezes só é preciso fazer uma pergunta. E para os mais céticos convém lembrar que foi na sequência de um “quando?”, lançado por um jornalista numa conferência de imprensa na RDA, que o inabalável Muro de Berlim caiu nas horas seguintes!”

UMA ANÁLISE

SERENA

E PERTINENTE

“Nas 260 páginas deste importantíssimo documento, escreve-se que ninguém “pode ser condenado para sempre”, mas continua-se, por exemplo, a vedar o acesso à comunhão a todos os que colocaram um ponto final ao seu matrimónio. E eis a contradição que custa a aceitar: a Igreja diz-lhes que podem entrar em sua casa, mas não os convida para a refeição, apenas acessível a uns quantos eleitos, de castidade muitas vezes algo duvidosa.”

VER MAIS EM

http://www.jn.pt/opiniao/felisbela-lopes/interior/a-igreja-acolhe-os-divorciados-5126903.html

40 anos da Constituição:

recuperar a radicalidade

Sandra Monteiro

Foi há 40 anos. A Assembleia Constituinte, reunida em plenário a 2 de Abril de 1976, aprovou e decretou a Constituição da República Portuguesa, que entraria em vigor a 25 de Abril do mesmo ano. No texto ficaram plasmados os direitos e liberdades fundamentais, bem como o princípio do primado do Estado de direito democrático. Da garantia da democracia política aos direitos económicos e sociais, os deputados constituintes apontavam o caminho: «a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno». Para o concretizar, os direitos materializavam-se em construções que se tornaram pilares do Estado social e de direito: o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a escola pública, a Segurança Social, as leis laborais, etc.

Mesmo com as sucessivas alterações de que foi alvo, o texto constitucional mantém elevados níveis de protecção dos mecanismos promotores de justiça social. Prova disso é que, quando muitos desses mecanismos foram atacados, o recurso para o Tribunal Constitucional permitiu que várias medidas governamentais tivessem de cair ou ser substituídas. Isso foi muito visível nos anos mais recentes, quando o projecto neoliberal iniciado da década de 1980 deu um salto de gigante com a imposição do regime de austeridade, em contexto de crise financeira internacional e de imposição da armadilha da dívida aos Estados.

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De repente, os combates das várias esquerdas, que no essencial se limitavam a fazer retroceder medidas causadoras de regressão social, de mais desigualdades e mais recessão económicas, passaram a ser vistos, não como um simples regresso às bases de um programa social-democrático capaz de assegurar mínimos de decência social, mas como sonhos utópicos de radicais e extremistas (por estarem fora do consenso neoliberal).

É compreensível que, à direita, a resposta tivesse sido esta tentativa de estigmatização das oposições àquele projecto. No fim de contas, que outra defesa, senão o ataque, poderiam apresentar perante o fracasso retumbante das respostas que deram à crise iniciada em 2008? Como defender soluções que, não resolvendo nenhum dos problemas, acrescentaram muitos outros e perpetuam a instabilidade e as crises? Neste contexto altamente degradado, é também compreensível que as várias esquerdas tenham dado prioridade à defesa dos aspectos mais basilares da democracia, concentrando-se, nos termos do acordo para a governação actualmente em vigor, em devolver as condições de subsistência aos mais desprotegidos, repondo salários e pensões, e reinvestindo nos serviços públicos essenciais. Outra questão, ainda sem resposta, é saber se a União Europeia, e a sua arquitectura institucional e monetária, irá permitir esta governação alternativa, que recusa insistir na austeridade, ou se utilizará os instrumentos dos tratados orçamentais (défice, dívida, etc.) para forçar o retorno da velha receita.

Enquanto isso, podem os objectivos dos que se opõem ao neoliberalismo limitar-se à reposição dos patamares anteriores à eclosão da mais recente crise? Não será esse o caminho para se ir, de crise em crise, de patamares mínimos em cada vez mais mínimos, até à derrota final? É certo que, hoje, lutar pelos mínimos sociais-democratas – importante avanço face a políticas sociais-liberais ou ultra-liberais – dá pelo menos tanto trabalho e exige pelo menos tanta mobilização à esquerda quanto noutros tempos terá exigido combater pelo socialismo. A isto se chamam tempos de retrocesso: parece que se luta cada vez mais, por cada vez menos.

Mas, se criássemos um Observatório da Radicalidade (não do radicalismo: isso é outra coisa e infinitamente menos interessante), que balanço faríamos da qualidade desta democracia constitucionalizada há 40 anos? A Constituição que temos tem-nos servido razoavelmente bem, mas a sociedade que construímos tem servido menos bem os princípios, os valores, os objectivos e as instituições que ela criou. Portugal já era antes da crise uma das sociedades mais desiguais, e entretanto a situação não terá melhorado. Nesta economia crescentemente financeirizada, globalizada e desregulada, os recursos de que precisamos para combater a pobreza, o desemprego e a precariedade são canalizados para pagar uma dívida insustentável, para alimentar fortunas que alimentam bolhas especulativas e que fogem para paraísos fiscais – fogem, note-se, com o nosso dinheiro, e não só com o seu. Competimos com uma produção global com contornos de quase escravatura, ou pelo menos crescentemente indigna em termos sociais e ambientais, e impedimos o cidadão comum de optar por consumos responsáveis pressionando-lhe os salários sempre para baixo. Trocamos soberania do Estado por formas de integração (europeia, regional, internacional) que colidem com políticas orientadas para o desenvolvimento económico, para a coesão social e territorial.

Passados 40 anos, a sociedade portuguesa não é apenas uma das mais desiguais. É também muito pouco democrática. Com efeito, já antes da crise, num estudo de 2008 [1], Portugal era apontado como um dos países menos democráticos da Europa (atrás, só a Bulgária, a Roménia, a Polónia e a Lituânia; no extremo oposto, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda e a Finlândia). O que explica isto? O think tank britânico Demos aplicou um «Índice de Democracia Quotidiana» («Everyday Democracy Index») a vinte e cinco países europeus que permite olhar para outros aspectos da qualidade de uma democracia que não apenas a «democracia formal» (eleições e procedimentos) – aliás, a área em que Portugal está mais bem classificado. Os outros critérios usados pelo estudo estão agrupados nos seguintes indicadores: activismo e participação; deliberação e aspirações; democracia nas famílias; democracia nos serviços públicos; democracia nos locais de trabalho. São estes indicadores que relegam Portugal para os últimos lugares da tabela.

Forças políticas e uma sociedade mobilizadas para construir mais democracia e mais justiça social não podem deixar de colocar no debate público e na agenda política todas estas dimensões da democracia. Ao combate pelos direitos económicos e sociais, pelo direito ao trabalho, à habitação, à mobilidade e à cidade (analisados no dossiê que dedicamos nesta edição ao 40.º aniversário da Constituição), há que juntar os combates pela democracia nas empresas e demais locais de trabalho; pela gestão democrática nas escolas e nos estabelecimentos de ensino superior; pela participação dos utentes nos serviços públicos, como na saúde; pelo envolvimento de comissões de trabalhadores e utentes no funcionamento dos transportes públicos; pela valorização do papel e da organização democrática dos sindicatos e das associações; pelo aprofundamento do poder local, com orçamentos participativos e outras iniciativas; pelo incentivo a diferentes formas de propriedade, pondo em comum o que, se o não for, contraria os interesses das comunidades; pela desconstrução dos tradicionais papéis de género nas famílias e tantas outras formas de discriminação no espaço público e privado (género, etnia, etc.).

Celebrar a Constituição, 40 anos depois, é também recuperar uma radicalidade que ela inscreveu e que se perdeu pelo caminho ou não chegou a tornar-se prática. Não significa dedicar menos energias à defesa dos patamares que ainda há pouco dávamos como adquiridos: significa que temos ainda mais trabalho pela frente. A boa notícia é que, quando temos uma prática quotidiana suficientemente regular e ambiciosa para ganhar músculo democrático numa certa área, estamos de facto a contribuir para a boa irrigação dos tecidos de todo o sistema. Bem vistas as coisas, 40 anos é uma boa idade para apostarmos a sério na saúde desta nossa democracia.

[1] Citado em Ricardo Paes Mamede, A Economia como Desporto de Combate, Relógio d’Água, Lisboa, 2016, p. 220. Ver também http://www.compassonline.org.uk.

in Le Monde Diplomatique, edição portuguesa

http://pt.mondediplo.com/spip.php?article1104

 

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Um quarto de milhão dos refugiados

que entraram na Europa

são crianças que viajaram sós.

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Do site:

https://patriculaelementar.wordpress.com/2016/03/28/agregadores-e-usurpadores-de-conteudos-alheios/

Uma das razões por que os novos modelos (editoriais e financiadores) para o jornalismo trazidos pelo advento do digital ainda não vingaram prende-se com um negócio de virtudes grandemente inexistentes do ponto de vista do progresso moral do próprio jornalismo: o dos chamados agregadores de notícias, que sustentam o seu negócio às expensas de conteúdos produzidos por terceiros. Porém, havendo acordos de parceria entre esses produtores de conteúdos e as plataformas agregadoras que os replicam ou linkam, estará tudo bem: todos beneficiam do negócio da exposição (views) e reencaminhamento (clicks) dos leitores desses sites sem produção própria para as páginas dos anunciantes em publicidade que os pagam.

Sucede que, tal como na vida material, também no mundo desmaterializado da Internet há sempre quem arranje boas razões para operar num plano de uma certa (ou até mesmo total) clandestinidade – favorecida pelos recursos de anonimato que a net proporciona. Refiro-me a uma economia paralela que prospera graças ao trabalho de pessoas que, ao alimentarem com os conteúdos produzidos pelos autores de sites não-lucrativos (e nem sequer geradores de quaisquer receitas) de blogs como este, alimentam involuntariamente também, e pela mesma ocasião, outras páginas a que são totalmente alheias, e cuja existência muitas vezes desconhecem – para não falar das “linhas editoriais” desses estranhos “espelhos” de conteúdos cuja propriedade intelectual não lhes pertence, as mais das vezes em linha com a pobreza moral em que assentam.

Refiro-me ao roubo descarado – e até mesmo encarado como uma prática comummente aceite e normalíssima – de conteúdos de carácter e valor autorais, sejam textos originais, as suas traduções para outras Línguas, sejam imagens (fotos e vídeos) de autor, etc. Um simples googling pode, nesse caso, ser de alguma utilidade em matéria de salvaguarda dos interesses autorais e editoriais associados a esses conteúdos. Não esquecendo todavia que a rapina, tal como a estupidez, não tem fim nem olha a meios. Ou seja, que os ladrões de textos e imagens alheias procuram sempre prosseguir a sua actividade paralela independentemente de tudo – designadamente linkando páginas congéneres (i.e., de outros análogos ‘furtadores’), ou ‘deslocalizando’ a actividade pela criação de novas páginas noutras plataformas.

Que fiquem bem claros os seguintes aspectos: 1. Quando neste blog se publica a tradução de um texto (por exemplo, este; ou estoutro), a publicação dessa tradução foi previamente autorizada pelo autor do texto original, que, dessa forma, cedeu os direitos de tradução formal ou informalmente solicitados; não temos evidentemente qualquer interesse em publicar traduções asseguradas pela máquina tradutora da Google, por razões que se prendem com uma auto-exigência de qualidade dos nossos conteúdos – por essa razão, realizamos nós-próprios as traduções que publicamos. 2. Quando neste blog se publica o que quer que seja – incluídas as traduções de textos de outros, como referido -, a sua republicação integral noutros sites deve ser objecto de um pedido prévio de autorização aos autores dos textos originais ou das suas traduções. Assim sucede também com as ilustrações que aqui publicamos regularmente, todas e sem excepção autorizadas pelos artistas.

Nos comecinhos da Internet existia um código de conduta conhecido por NETiquette. Com o passar dos anos e o crescimento da voragem proporcionada pela desregulação quase total do espaço virtual da Globalização, essas boas práticas foram sendo esquecidas. Todavia, elas terão nalgum ponto de ser retomadas, sob risco de a Internet se transformar numa versão sem conserto daquilo que infelizmente já é hoje: uma terra de ninguém, em que vale tudo, e onde também os negócios terão cada vez mais dificuldade em fazer-se, devido a procedimentos que deixam tudo a desejar à lisura, e onde também o jornalismo terá cada vez mais dificuldades em afirmar-se nas suas novas formas. Sendo certo que o modelo de negócio em que assentam os agregadores não serve o jornalismo, como recorrentemente tenho vindo a escrever aqui. Pois é preciso, antes de mais, gerar e experimentar novos formatos para o jornalismo, os quais serão, necessariamente, ancorados na criatividade, no trabalho de autor, e na produção própria em sentido largo.

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